Desde o início do outono deste ano desenvolvi mais uma
rotina em minha vida: Nos finais de tardes possíveis, tomo meu café na varanda
ouvindo uma banda que conheci há pouco tempo e que já virei fã de carteirinha,
Coutto Orchestra de Cabeça. Parece trilha sonora da viagem perfeita, da festa
perfeita, da conversa perfeita com amigos e também do ato de tomar um cafezinho
sozinho em casa – além de me transportar para meu canto favorito: Aracaju. É
essa a exata sensação. Porém a sensação é uma contradição, isso porque, ao
ouvir a Coutto, me imagino dançando à beira da praia, ou fazendo um pick-nick
no parque, ou, melhor ainda, dançar ao som ao vivo da banda – atividades que,
em terras germânicas, são apenas possíveis no verão e/ou em dias quentes de
outono.
A Coutto trás calor para o frio do já então gelado
outono, quase inverno, e espero que continue a transmiti-lo quando o inverno de
fato chegar. Porque eu quero é o calor, mas na medida certa. Eu quero o calor
na medida possível para dançar e me deixar envolver pela atmosfera criada pelas
composições da Coutto.
Um pouco sobre a Coutto, texto retirado da página da
orquestra:
“De Aracaju, Sergipe, a Coutto Orchestra de Cabeça faz
parte da nova safra da música instrumental do nordeste brasileiro juntamente
com artistas como Anjo Gabriel, Burro Morto, Camarones dentre outros.
Formada em 2010, a micro-big-band faz a fusão da
cultura dj com as diversas melodias e fanfarras mundo afora, absorve
e traz para casa os cantos e ritmos tradicionais e pops como o
tango, a cumbia, o balkan, as valsas, as marchas, o house e o jazz
manouche e leva para o mundo o maracatu de brejão, a taieira, a marujada e o
forró, para executar um caldeirão sonoro o qual entitula Eletrofanfarra.
No palco, seis instrumentistas linkam aparatos
tecnológicos a sanfona, percussões, sopros, vozes e cordas para reproduzir
melodias cativantes e batidas fortes. Canções sem palavras associadas a
projeções e luzes, provocam uma sensação festiva e imagética em uma atmosfera
urbana e enraizada na cultura das ruas.
Com 02 Ep`s lançados (Micromúsica (2010)/ Aratu
Milonga (2012)) a banda parte para lançar no início de 2013 o seu primeiro
disco oficial, intitulado Eletrofanfarra. Atualmente a Coutto Orchestra vem
ganhando destaque em importantes espaços do cenário da música brasileira
como shows na Feira da Música (CE), BNB Instrumental (PB e PE), LAB
Festival(AL), Palco Giratório (SE), Festival Sertão Mundo (PE) e participação
em diversas coletâneas fisicas e virtuais como Bass Culture e Beyound
(BM&A), Serigy All Stars (Disco de Barro), dentre outras.
Além dos shows está também produzindo
trilhas para filmes como “A menina na casa”, de Hélio Marinho e espetáculos
teatrais a exemplo de “C(s)em Nelson” e Coiote, da Cia Stutifera
Navis.
Corações abertos! A pulsação cardíaca da Coutto
chegou!”
Mais informações: http://www.couttoorchestradecabeca.com/
Alisson Coutto: Trombone, vocal e controladoras
Fabinho Espinhaço: Bateria
Rafael Ramos: Contrabaixo, Trompete, vocal e Piano
Pedro Yuri: Craviola, Guitarbanjo, Controladoras e
vocal
Vinicius Bigjohn: Acordeon, teclados e percussão
Werden Tavares: Vj, trinângulo e vocal
Foto do topo: Poster da arte: O calor do outono, colinas de Ment zazzle.com.br
Fotos da Coutto: http://www.couttoorchestradecabeca.com/

Com certeza, "Calor na Medida Certa"!
ResponderExcluirMas esse calor que nos aquece a alma, o espírito e aquece as nossas lembranças... Esse que derrete o frio das distâncias da solidão esse sim é super bem vindo e muito bem aproveitado.
Deliciosamente, quente!
Exatamente, Graziela! E é exatamente isso que sinto ao ouvir as músicas da Coutto. Espero em breve vê-los aqui pela Europa!.
ResponderExcluir